Foto: reprodução Blog do HT
A decisão do governo de Sergipe de elevar a alíquota do ICMS sobre compras internacionais de 17% para 20% segue a tendência adotada por outros estados do Nordeste, mas quem realmente sente o impacto é o consumidor sergipano. Com a medida, compras feitas por meio de aplicativos e plataformas digitais se tornam mais caras, afetando diretamente aqueles que buscam preços mais acessíveis fora do Brasil.
O deputado estadual Marcos Oliveira (PL) foi um dos poucos parlamentares a se manifestar publicamente sobre o tema, criticando a decisão do governo. Em suas redes sociais [veja aqui], ele lembrou que, enquanto o governador diz ser o maior gerador de emprego e renda do estado, por outro lado, acaba impondo uma carga tributária cada vez mais pesada à população. "O povo sergipano está pagando a conta de um governo que prefere taxar mais em vez de buscar alternativas para estimular a economia", afirmou Oliveira.
Enquanto isso, o silêncio ensurdecedor de outros deputados estaduais, principalmente os da base governista, chama atenção. Em um tema que impacta diretamente a vida dos sergipanos, a maioria dos parlamentares opta por não se posicionar, demonstrando, mais uma vez, como o interesse político muitas vezes se sobrepõe ao bem-estar da população. Faltam explicações e transparência sobre os reais benefícios dessa medida, que claramente pesa muito mais para o cidadão do que para o estado.
A justificativa para o aumento do ICMS seria equilibrar a arrecadação e proteger o comércio local da concorrência desleal de produtos estrangeiros. No entanto, o governador Fábio Mitidieri não pode ignorar que a população já sofre com uma das maiores cargas tributárias do país. A elevação do imposto encarece as compras e pode incentivar o crescimento da informalidade, já que muitas pessoas buscarão alternativas para evitar os altos tributos.
Além disso, essa decisão levanta um questionamento importante: o governador realmente quer estimular a economia sergipana ou apenas arrecadar mais? Se a intenção fosse fortalecer o comércio local, o caminho seria o incentivo à produção, a desoneração de setores estratégicos e a criação de políticas que tornem os produtos nacionais mais competitivos, sem precisar onerar ainda mais o consumidor.
A população precisa cobrar posicionamento e coerência dos seus representantes. Se Sergipe quer crescer, não pode transformar impostos em um obstáculo para o consumo e para a qualidade de vida do cidadão.