ALESE-2025

De Petista a Bolsonarista: Rodrigo Valadares esquece seu passado?

Como diz um famoso ditado: "Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte"

Por Higor Trindade em 27/03/2025 às 17:46:03
Foto: reprodução

Foto: reprodução

A recente polêmica envolvendo o deputado federal Rodrigo Valadares revela muito mais do que uma simples discussão sobre quem é ou não de direita. Na tentativa de se firmar como uma voz conservadora e alinhada ao bolsonarismo, Rodrigo parece esquecer que o passado está registrado, e nele há uma história que contraria seu discurso atual.

Afinal, o próprio Valadares deve seu primeiro mandato de deputado estadual a uma aliança articulada pelo PT, em especial pelos então aliados Rogério Carvalho e Márcio Macedo. Ele fazia o "L" sem o menor constrangimento e não escondia que o presidente Lula era o seu "líder maior". Não apenas elogiava, mas rodou o estado ao lado de Márcio Macedo durante a campanha de 2018, buscando apoio da base petista.

Rodrigo Valadares feliz fazendo o "L de Lula Livre" - Foto: redes sociais

Agora, tenta apagar esse passado e adotar uma retórica de puro direitismo, atacando figuras políticas e buscando consolidar sua própria identidade. No entanto, apontar o dedo para os outros sem lembrar de seu próprio histórico é um erro crasso. Como diz o ditado, quem aponta um dedo tem outros quatro apontados de volta.

E não será com essa estratégia infantil de desqualificação que Rodrigo conseguirá a projeção necessária para se viabilizar como candidato ao Senado. Ele precisa, antes de tudo, amadurecer politicamente, entender que a memória do eleitor sergipano não é curta e que alianças passadas não podem ser simplesmente varridas para debaixo do tapete.

Ainda há um longo caminho até 2026, e Rodrigo precisa entender que não se constrói liderança com discursos oportunistas. Em política, a coerência é um ativo valioso, e ele, até agora, não demonstrou ter o suficiente para se firmar como uma liderança incontestável. Se quiser ter alguma relevância no futuro, precisará comer muito mais feijão e arroz — e talvez uma boa farofa fina para acompanhar.

Como diz um famoso ditado: "Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte"

Comunicar erro
HT Verdade
WWF-Pro-bono